Quanto tempo leva para vender um imóvel

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As médias

No Brasil, o tempo médio para se vender uma casa ou apartamento chegou a um ano e quatro meses em 2017, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias. Consequentemente, as ofertas acumularam.

O normal seria uma queda nos preços, mas muitos imóveis acabam parados porque o proprietário não é orientado por um profissional e pede o preço de sua preferência, que muitas vezes está desalinhado com os do mercado. Contudo, poucas pessoas percebem o prejuízo de ficar com o imóvel parado: pagar IPTU, condomínio, conservação do apartamento…

o que esperar na venda de um imóvel

Enquanto isso, em 2019 a média do Reino Unido foi de 5,8 meses, a pior média dos EUA foi de 5 meses e a média da austrália foi de 30 dias.

Mas, qual o motivo dessa diferença tão discrepante? A ineficiência do mercado imobiliário no Brasil.

A maioria dos anúncios é incompleto e não valoriza o imóvel, impactando poucas pessoas, mesmo que divulgados massivamente. Já as imobiliárias que realmente investem em uma apresentação profissional acabam exigindo exclusividade no anúncio para garantir seu lucro, e a divulgação acaba centrada nos clientes de uma imobiliária específica.

E por que não unir divulgação em massa a um anúncio de qualidade? Porque as imobiliárias não têm nenhuma garantia de receita, mesmo que façam um bom trabalho. Nenhum outro mercado trabalha dessa forma de prestar serviço sem saber se receberá por ele.

Por quê o tempo de venda é tão atrasado no Brasil?

Resumidamente, são 4 coisas, dentro desse mercado ineficiente, que atrasam a venda do imóvel resultando na média de tempo de quase um ano e meio no Brasil:

1) Documentos

Cerca de 20% das negociações de imóveis à venda em São Paulo são interrompidas na hora de assinar o contrato por problemas de documentação do vendedor ou do imóvel.

A lista de documentos necessários inclui escritura e certidão atualizada do imóvel, negativas de débitos de IPTU e condomínio, além de documentos pessoais. Esse processo de análise dos documentos é extenso, mas boa parte dos problemas são facilmente sanados. 

2) Preço

“A maioria dos vendedores coloca o preço acima do valor de mercado e, por isso, tem dificuldade para fechar negócio”, diz o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo, José Augusto Viana Neto.

Isso não significa que você deve cobrar o mesmo preço pelo qual o vizinho vendeu, pois imóveis no mesmo condomínio podem ter valores diferentes conforme o estado de conservação, a iluminação e a ventilação.

3) O corretor e a imobiliária

A tarefa de determinar um preço pode ser difícil para quem tem pouca prática. Por isso, é importante conhecer o mercado imobiliário na região para ajudar a determinar o melhor preço de anúncio.

Gera mais resultado contratar alguém que se empenhe muito para vender seu imóvel do que pedir para muitas imobiliárias e corretores divulgarem um anúncio que não vai interessar a nenhum comprador.

4) O anúncio

A descrição precisa ser detalhada e as fotos precisam dar destaque ao que o imóvel tem de melhor, mas sem exageros para não perder tempo com visitas de potenciais compradores que vão encontrar algo diferente do que esperavam.

Também deve-se falar do condomínio, da região e suas facilidades. Preço e foto são os itens determinantes para que o comprador marque uma visita.

Tempos de crise e suas tendências

Quanto ao que estamos vivendo, a pandemia de COVID-19 transformou o mundo todo, promovendo novos hábitos. No caso do mercado imobiliário, algumas tendências já começam a ser observadas ─além de que as pessoas têm buscado mais por imóveis devido ao tempo livre em casa.

Antes, havia maior procura por imóveis menores e bem localizados, sendo um dos fatores decisivos na compra a fácil mobilidade no local e opções de aluguel, uma vez que a casa própria e o automóvel não eram questões tão relevantes aos jovens adultos.

Agora, as pessoas estão valorizando mais seus lares. Todos nós estamos passando e vamos passar mais tempo em nossas casas. Sendo assim, a tendência é o desejo por mais espaço, o interesse por imóveis maiores. Junto a isso, aumentará a busca por lugares com uma área reservada ao trabalho remoto e com cozinhas planejadas.

Além de quem vai exercer mais trabalho ‘home office’, o momento pós-pandemia acarretará novos cozinheiros (profissionais ou amadores): 46% estão utilizando mais a cozinha e reconhecendo o valor desse espaço na vida diária.

Sobretudo, as pessoas vão se preocupar mais com orientação solar e com a vista das suas janelas, uma vez que essa nova realidade tem nos colocado para refletir sobre o valor das pequenas coisas no nosso cotidiano.

quanto tempo leva para realizar a sonhada mudança

E agora?

Então, como o mercado no Brasil é ineficiente, o resultado não é dos melhores e costuma demorar cerca de um ano e meio para se conseguir vender um imóvel.

Mas existem jeitos de sair fora da curva e vender em um prazo de tempo menor, por um preço justo e parar de gastar com um imóvel que você não quer mais. Alinhando um anúncio profissional que valorize seu apartamento a uma precificação de acordo com o mercado, a tendência é de uma conversão maior de compradores em potencial em visitantes interessados.

Não se deixe convencer pelo desincentivo de que não é uma hora boa de vender. O tempo passa, essa condição em que nos encontramos também e seu futuro comprador pode estar aqui na internet à espera do seu imóvel. Faça do anúncio do seu imóvel um destaque nas imobiliárias!

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a gente ou deixe um comentário. 

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